19/08/2008- 14:11
- Safra 2008 é a “mais alcooleira”.
A Companhia
Nacional de Abastecimento- CONAB – considera a safra de 2008 a “mais
alcooleira” de todas, depois de ter feito um levantamento por todo o
País, em Abril deste ano.
O prognóstico da produção de cana-de-açúcar,
para a nova safra, indica que o volume total a ser processado pelo setor sucroalcooleiro,
deverá atingir um montante entre 558,1 e 579,8 milhões de toneladas.
Este volume representa um aumento de 11,3% a 15,6% do obtido na safra passada,
ou seja, uma quantidade de 56,6 a 78,2 milhões de toneladas adicionais
do produto.
Para os principais produtos derivados da cana-de-açúcar, o açúcar
e o álcool, observa-se a tendência de expansão mais acentuada
para o álcool que para o açúcar, nesta safra. Neste sentido,
a produção estimada de açúcar para o País,
como um todo, deverá atingir de 33,87 a 35,16 milhões de toneladas,
com um crescimento percentual de 8,27% a 12,41%.
Apesar deste considerável crescimento, este produto está muito
abaixo do previsto para a produção de álcool, que deverá
ter um crescimento de 14,97% a 19,46% e ficar entre 26,45 bilhões e
27,49 bilhões de litros. Esses números confirmam a tendência
de uma safra mais alcooleira.
Os estudos mostram ainda que a procura por biocombustíveis esquentou o setor. Os carros com tecnologia flex fuel – que permite rodar com álcool ou gasolina – já representam 85% das vendas de veículos novos no Brasil.
O setor sucroalcooleiro tende a se desenvolver cada vez mais, principalmente na região Centro - Oeste. Só no Estado de Mato Grosso do Sul, que conta com 11 usinas instaladas, existe a possibilidade de implantação de outras 26. Os investimentos devem consumir R$ 6,8 bilhões, e, de acordo com a assessora de economia da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Adriana Mascarenhas, mais 27 usinas estão em fase de estudo.
Neste Estado, a quantidade de cana-de-açúcar destinada à produção de álcool deve ultrapassar os 60%.
Em Mato Grosso, onde predomina a produção de soja e algodão, a cana-de-açúcar também tem encontrado seu espaço. Empresários do setor canavieiro, seduzidos pelo potencial do Estado para a produção de etanol, têm investido alto em Mato Grosso.
De acordo com informações da secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, o Grupo Caster de Bioenergia e Eletricidade, investirá R$ 3 bilhões em Mato Grosso, em um período de cinco anos, com perspectiva de gerar 7,5 mil empregos diretos, 1 bilhão de litros de etanol por ano e 500 megawatts (mW) de energia. A sede deste investimento será na cidade de Rondonópolis (MT).
Outro grande investimento no setor alcooleiro, que já beneficia o estado de Mato Grosso, é o do Grupo BRENCO, que teve a liberação de R$ 1,2 bilhão, no último dia 5, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Este montante
será investido nas unidades produtoras do grupo BRENCO, localizadas
em Alto Taquari (MT) e outras três cidades: Paranaíba, Costa
Rica (MS) e Mineiros (GO). A perspectiva de moagem destas unidades é
de 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, por safra,
devendo gerar mais de oito mil empregos diretos. A meta da empresa é
produzir 3,8 bilhões de litros do biocombustível etanol por
ano, o que representaria quase 15% da produção nacional.
Só em Alto Taquari (MT), um grupo de, aproximadamente, 18 produtores
consolidou contrato de arrendamento de 25 mil hectares de cana-de-açúcar
com o Grupo BRENCO, o que prova o despontamento da cultura na região
A cidade de Alto Taquari se prepara também para receber um alcooldulto, para o escoamento de uma parte da produção dos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, o que, possivelmente, tornará mais competitiva a exportação do combustível saído do Centro-Oeste.
(Com informações da Página Rural)
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